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TI Verde: uma perspectiva sustentável da tecnologia

A Tecnologia da Informação (TI) é um dos pilares das transformações da humanidade

20 de março de 2025 08:30
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O Instituto das Cidades Inteligentes - ICI é uma organização social que há mais de 25 anos atua no desenvolvimento de soluções de Tecnologi...

Por Débora Morales*

As mudanças climáticas, somadas à disponibilidade limitada e o aumento do custo da energia, tornaram-se uma grande preocupação para a economia global. Empresas de todos os setores e tamanhos estão sob crescente pressão de movimentos verdes e reguladores para reduzir sua pegada ambiental.

Nos últimos anos, a Tecnologia da Informação (TI) tornou-se um dos pilares de transformação, mudando não só a forma como nos relacionamos e a forma como as empresas fazem negócios, mas também como interagimos com o planeta.

A expansão do uso de TICs no contexto do aquecimento global, mudanças climáticas e sustentabilidade pressagia duas questões principais. Por um lado, as estimativas indicam que a indústria de TIC é responsável por 2% das emissões globais de CO2, sendo que cada estágio do ciclo de vida dos recursos de TI, da fabricação ao uso e descarte, pode representar danos ambientais. Por outro lado, as TICs podem ser implantadas para lidar com a pegada ambiental de um negócio.

Nesse sentido, surgiu na área o conceito de TI Verde, que busca aproximar a ideia de sustentabilidade ambiental, sendo definido como o estudo e a prática de projetar, construir e usar, hardware, software e tecnologias de informação com impacto positivo no meio ambiente.

A importância da ideia de sustentabilidade e a crescente demanda por produtos comprometidos a esse conceito fez da TI Verde determinante, ganhando cada vez mais importância dentro das organizações, uma vez que se tornou um importante ativo para agregar valor aos negócios. Porém, estratégias ligadas à área precisam começar com uma avaliação clara de onde a organização está no caminho rumo à sustentabilidade, seu estado pretendido e o quão longe ela progrediu.

Pode ser considerada uma abordagem holística e sistemática abordar os desafios que cercam a infraestrutura de TI, como eficiência energética do data center; contribuição para reduzir os impactos ambientais das atividades de TI empresarial, por meio da adoção de tecnologias verdes; suporte de TI para práticas ambientalmente sustentáveis, como na habilitação do gerenciamento da cadeia de suprimentos verde por meio do monitoramento da pegada de carbono e construção de ferramentas para gerenciamento de energia e o papel da TI na economia de baixo carbono.

A TI Verde abrange quatro perspectivas diferentes, mas inter-relacionadas:

Sourcing: envolve a adoção de práticas como análise da pegada ambiental da cadeia de suprimentos de hardware, avaliação do histórico verde de provedores de software e serviços de TI.

Operacional: implica melhorar a eficiência energética na alimentação e resfriamento de ativos corporativos de TI. Dois tipos de redução do consumo de energia podem ser identificados – prevenção temporária e estrutural do consumo. Enquanto a prevenção temporária se refere à otimização da energia sem reduzir a base de energia instalada, a prevenção estrutural resulta na redução da capacidade instalada.

Serviço: se refere ao papel da Tecnologia da Informação no suporte às iniciativas gerais de sustentabilidade. Inclui a adoção de sistemas de informação analítica para gerenciamento da cadeia de suprimentos; gerenciamento ambiental e análise da pegada de carbono; e soluções de negócios de baixo carbono baseadas em TIC, como teletrabalho, videoconferência e serviços de negócios baseados na web, colaboração virtual.

Gerenciamento de fim de vida útil de TI: se refere a práticas de reutilização, reciclagem e descarte de hardware.

Uma das principais questões que fica é: O que é preciso para que as organizações tenham sucesso em tornar sua área de TI mais verde?

Respostas típicas a esse desafio incluem iniciativas de sustentabilidade empresarial específicas, que abrangem a criação de uma cultura organizacional para conscientização e administração ambiental. Portanto, equilibrar o desempenho econômico e ambiental para ser verde e competitivo é uma questão estratégica fundamental.

*Débora Morales é mestra em Engenharia de Produção (UFPR) na área de Pesquisa Operacional com ênfase a métodos estatísticos aplicados à engenharia e inovação e tecnologia, especialista em Engenharia de Confiabilidade (UTFPR), graduada em Estatística e em Economia. Atua como Estatística no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

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