Whole Agility

Um conceito que integra as principais dimensões da agilidade: business, estrutura e interior, com o propósito de sedimentar uma atitude pertinente com foco no progresso e evolução contínua das diversas jornadas da vida. Com a velocidade da inovação tecnológica cada vez maior, se tornou imperativo buscar maior agilidade nas respostas e movimentos que encaminhamos para […]

9 de fevereiro de 2022 09:31
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Robert Janssen, americano parcialmente educado no Brasil, é um executivo e empreendedor com mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento d...

Um conceito que integra as principais dimensões da agilidade: business, estrutura e interior, com o propósito de sedimentar uma atitude pertinente com foco no progresso e evolução contínua das diversas jornadas da vida.

Com a velocidade da inovação tecnológica cada vez maior, se tornou imperativo buscar maior agilidade nas respostas e movimentos que encaminhamos para progredir e evoluir nos caminhos que escolhemos trilhar. O aumento contínuo da velocidade da mudança agora é uma constante absoluta, e com isso, precisamos nos adequar a essa nova realidade. Pois ela afeta todas as dimensões das nossas vidas.

Seja na dimensão profissional ou pessoal, ter velocidade de resposta e ser ágil na execução serão os atributos qualificadores e vão impor uma nova consciência e disciplina para todos que desejarem ser bem-sucedidos nas suas escolhas.

O conceito do Whole Agility integra as 3 principais expressões de agilidade: a primeira e mais conhecida pelo mercado em geral na atualidade, é o Business Agility, e que tem foco em capacitar e exercitar times e grupos em torno de metodologias e frameworks que ajudam a sistematizar processos e atividades dentro de fatias de tempo menores e interligadas. Na realidade, o Business Agility empresta da metodologia do SCRUM para desenvolvimento de software, para encontrar suas balizas que tornem as etapas de desenvolvimento de mercado mais assertivas e aceleradas através de sprints e squads

A segunda expressão é o Structural Agility, que representa justamente a infraestrutura que habilita o fluxo para a execução dos processos e atividades definidas dentro do escopo pretendido. O Structural Agility é necessário para o funcionamento de qualquer organização. Quanto maior o número de peças móveis, maior a probabilidade de qualquer sistema entrar em colapso se seus processos, regras e limites não forem coesos. Por outro lado, se essas mesmas regras e limites forem muito frágeis, podem levar ao desastre.

No final, Structural Agility é a capacidade de criar e adaptar continuamente estruturas que dão vida e permitem o fluxo de valor, em sincronização e em resposta ao ambiente em mudança constante.

Mas é a terceira expressão do Whole Agility que, na nossa visão, tem maior preponderância, pois trabalha o interior das pessoas que compõe os times e que formam os grupos, é o Leadership Agility. Ele corresponde ao como as pessoas estão programadas e condicionadas pelos seus valores a partir das suas experiências, e agora precisa ser reprogramar para essa nova realidade que apresenta novos desafios em cada esquina.

Quando examinamos como percebemos Liderança, após a aceleração da transformação digital, percebemos que agora é um fenômeno que está em toda parte. É o que acontece quando qualquer pessoa, em qualquer lugar, primeiro tem uma visão e está comprometida com uma nova possibilidade diante do desafio; e segundo é capaz de suscitar um novo nível de competências para si e outros para buscar a realização dessa nova possibilidade. Essa liderança é vale tanto para um líder executivo dirigindo uma grande empresa, vale para um mentor trabalhando com uma equipe de entrega de software ou um membro da equipe que tem uma visão do que poderia ser um novo patamar de alta qualidade.

Leadership Agility leva essa nova realidade de liderança para um passo mais adiante, entende que é a capacidade de exercer e compartilhar a liderança para dar suporte em qualquer situação, independentemente das incertezas, da constante imprevisibilidade, ou da complexidade do desafio que possamos estar enfrentando.

Leadership Agility é a capacidade de passar de nossa confiança inata, dentro de nós mesmos, e abandonar a programação interna da nossa formação com base em Prever e Planejar para essa nova realidade tão mais cheia de incertezas e ter uma atitude e capacidade de Sensoriar e Responder. Algo que na cultura empresarial brasileira chamamos de “bate pronto”.

Leadership Agility, portanto, opera dentro de uma mentalidade de Sensoriar e Responder. que tende a:

  • Planejar e criar estratégias conforme eles avançam (em vez de planejar com antecedência)
  • Configurar as coisas para aumentar o aprendizado e, em seguida, ajustar o pensamento, planejamento e ação com base nessa aprendizagem (feedback de ciclo duplo)
  • Tomar decisões rapidamente, sem esperar por todas as informações, sabendo que eles têm maneiras de se recuperar rapidamente de erros
  • Tornar as coisas visíveis e transparentes (você não pode responder a algo você não pode sentir, e você não pode sentir algo que não é visível)
  • Criar estruturas, processos, regras e sistemas altamente adaptáveis e emergentes

Sensoriar e Responder exige não apenas pensarmos de um modo muito diferente como nos organizamos, mas também como desenvolvemos novos comportamentos, estruturas e cultura. Isso exige uma mudança paradigmática na forma como pensamos sobre a própria noção de uma organização, e em como nos relacionamos com o mundo.

Resumindo, nesse “novo normal” precisamos de uma agilidade por inteiro (Whole Agility) para que possamos verdadeiramente nos manter em sintonia e harmonia com as mudanças que operam as atuais transformações que estamos vivendo.

Em breve iremos apresentar o WHOLE AGILITY BOOTCAMP, e oferecer ao mercado, as organizações e as pessoas um conjunto de ferramentas para o desenvolvimento das principais dimensões da agilidade que nos torna efetivos nos nossos objetivos e sonhos.

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Desenvolvido por: Leonardo Nascimento & Giuliano Saito