IA: um instrumento de transformação digital e de aceleração da economia

De acordo com o relatório Worldwide Semiannual Artificial Intelligence Tracker da IDC, as receitas mundiais do mercado de Inteligência Artificial (IA), atingirão US$ 432,8 bilhões em 2022.

26 de abril de 2022 09:14
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O atual presidente da Softex é Msc em Marketing, tem MBA em gestão pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é formado em engenharia pela Univer...

*Por: Ruben Delgado.

De acordo com o relatório Worldwide Semiannual Artificial Intelligence Tracker da IDC, as receitas mundiais do mercado de Inteligência Artificial (IA), incluindo software, hardware e serviços, atingirão US$ 432,8 bilhões em 2022 e ultrapassarão a expressiva marca de US$ 500 bilhões já no próximo ano.
Além de ser o país que mais contrata especialistas em IA, o Brasil, de acordo com um estudo da everis e Endeavor, concentra cerca de 42% das empresas de IA da América Latina. Esse número cresceu de 120, em 2018, para 206, em 2020.
Desde 2017, o Brasil vem divulgando sucessivamente estratégias de desenvolvimento sobre a aplicação de tecnologias inovadoras em torno do desenvolvimento da IA, foco, inclusive, de um importante programa de aceleração desenvolvido pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações com gestão da Softex: o IA2 MCTI, que envolveu 100 startups.
Há um ano, mais precisamente no dia 06 de abril de 2021, foi lançada a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial (EBIA), por meio da Portaria nº 4.617 do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Ela não é uma política pública, mas sim um guia para as ações do Governo Federal no desenvolvimento de projetos e programas que estimulem a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento de soluções em IA, bem como o seu uso consciente, ético e em prol de um futuro melhor.
A EBIA foi um documento criado a muitas mãos de forma a ajudar o Brasil a se posicionar de forma diferenciada no cenário internacional. Ela contempla entregas e considera a transversalidade com a estratégia digital e o plano de IoT, além de recomendar – como prevê a OCDE – que a IA deve beneficiar as pessoas e o planeta, impulsionando o crescimento inclusivo, o desenvolvimento sustentável e o bem-estar.

Esse cenário promissor estimulou a Softex e a Huawei a elaborarem em conjunto o white paper “IA Brasil”, cujas conclusões foram apresentadas durante o Mobile World Congress (MWC), o evento mais influente do mundo para a indústria de conectividade e realizado em Barcelona no último mês de março.
E o documento traz, deve-se destacar, um importante alerta: a capacidade de camada básica de IA do Brasil ainda não é perfeita e o cluster de infraestrutura de IA – que consiste em chips, servidores e infraestrutura de rede – ainda precisa ser construído e desenvolvido para que essa tecnologia inovadora e fundamental possa efetivamente trabalhar em prol do desenvolvimento e da transformação do Brasil em uma sociedade realmente digital e em uma economia cada vez mais dinâmica e inteligente.

*Ruben Delgado é presidente da Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex)

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