A suspensão da plataforma X tem um impacto significativo na sociedade e na economia do Brasil, especialmente no setor de energia.
Há mais de 20 anos, durante um workshop no Clube de Engenharia sobre a globalização da economia, um palestrante mencionou o conceito de supranacionalização. Segundo ele, no futuro, empresas irão operar atividades econômicas essenciais fora da jurisdição de qualquer país, o que afetaria a segurança jurídica da sociedade.
Esse futuro chegou! Hoje, nossos espaços coletivos, onde fazemos negócios e nos relacionamos, são virtuais e de propriedade privada, acessíveis ao público, mas sob comando estrangeiro. Esses espaços não estão sob a jurisdição das leis nacionais, o que é impressionante, considerando que foi previsto há tanto tempo.
Essas empresas frequentemente atuam em outros setores. Um exemplo é a Starlink, comandada pelo bilionário Elon Musk, que também é dono da plataforma X, recentemente banida do Brasil por decisão do STF.
A ameaça de interrupção dos serviços de Internet devido à falta de serviços na região é extremamente preocupante, mas não é novidade no Brasil. Nos anos 80, durante a guerra das Malvinas, o Brasil sofreu com a interrupção de serviços de satélite, desviados para apoiar operações de guerra do Reino Unido. Naquela época, isso foi impactante, mas hoje esses serviços são essenciais. A dependência de monopólios regionais privados sempre foi preocupante, especialmente quando a empresa está fora da jurisdição nacional.
O impacto do bloqueio da plataforma X nas atividades da Starlink é mais acentuado no norte do país, onde diversas atividades econômicas são afetadas, particularmente na exploração de gás, atividades militares e outras essenciais para a economia, especialmente no setor de energia. A exploração de gás natural, crucial para a matriz energética brasileira, pode ser severamente prejudicada, comprometendo a segurança energética e o desenvolvimento econômico da região.
Estamos no meio de um embate e, não importa o desfecho, a sociedade irá perder. As questões mais importantes são:
- Minimizar as perdas imediatas desse contencioso;
- Encontrar soluções backups em serviços estratégicos;
- Criar um serviço de supervisão contra monopólios de serviços estratégicos e essenciais.
Maria Luiza Reis
Maria Luiza Reis é uma engenheira mecânica e PhD em Engenharia Nuclear, cuja carreira em tecnologia começou cedo e se destacou por sua contribuição inovadora em diversas áreas. Com 28 anos, Maria já foi pesquisadora visitante na Université Blaise-Pascal, na França, onde desenvolveu pesquisas significativas em processamento de sinais, algoritmos para tomografia computadorizada e visão artificial. Sua expertise também foi reconhecida na Optika Imaging Systems, onde atuou como consultora em projetos de ECM e BPM.
Em 1996, Maria fundou a Lab245, onde liderou uma equipe de desenvolvedores na criação do Folder245, uma tecnologia web pioneira para document imaging e workflow. Além disso, é responsável pela inovadora plataforma de inteligência artificial Magali Robot, lançada em 2017. Como co-fundadora da startup de saúde MyHealth245 e da Maps245 de Geo Analytics, ela continua a expandir seu impacto no mundo da tecnologia.
Reconhecida como autora de artigos em revistas internacionais e palestrante sobre inteligência artificial e automação de processos, Maria Luiza Reis também tem um papel ativo na liderança e educação tecnológica, servindo como presidente da Assespro-RJ, atual VP de Educação da Federação Assespro e Conselheira da ABES software. Sua trajetória é um exemplo de como uma paixão pela tecnologia pode levar a realizações notáveis e uma influência significativa na indústria. Maria Luiza Reis é uma engenheira mecânica e PhD em Engenharia Nuclear, cuja carreira em tecnologia começou cedo e se destacou por sua contribuição inovadora em diversas áreas. Com 28 anos, Maria já foi pesquisadora visitante na Université Blaise-Pascal, na França, onde desenvolveu pesquisas significativas em processamento de sinais, algoritmos para tomografia computadorizada e visão artificial. Sua expertise também foi reconhecida na Optika Imaging Systems, onde atuou como consultora em projetos de ECM e BPM.
Em 1996, Maria fundou a Lab245, onde liderou uma equipe de desenvolvedores na criação do Folder245, uma tecnologia web pioneira para document imaging e workflow. Além disso, é responsável pela inovadora plataforma de inteligência artificial Magali Robot, lançada em 2017. Como co-fundadora da startup de saúde MyHealth245 e da Maps245 de Geo Analytics, ela continua a expandir seu impacto no mundo da tecnologia.
Reconhecida como autora de artigos em revistas internacionais e palestrante sobre inteligência artificial e automação de processos, Maria Luiza Reis também tem um papel ativo na liderança e educação tecnológica, servindo como presidente da Assespro-RJ, atual VP de Educação da Federação Assespro e Conselheira da ABES software. Sua trajetória é um exemplo de como uma paixão pela tecnologia pode levar a realizações notáveis e uma influência significativa na indústria.