Publicidade

Projeto está em fase de implantação e validação na cidade de Maringá; iniciativa auxilia acompanhamento técnico das propriedades rurais

Códigos de conduta e protocolos de segurança na intralogística seguem sendo o caminho mais rentável para operações automatizadas

24 de fevereiro de 2026 08:30

A automação vem transformando a intralogística e redefinindo a eficiência operacional de centros de distribuição, armazéns e plantas industriais. Tecnologias como sistemas automatizados de armazenagem, transportadores inteligentes, veículos guiados automaticamente (AGVs) e softwares de gestão integrada (WMS) ampliam a velocidade, a rastreabilidade e a precisão dos fluxos internos.

No entanto, à medida que as operações se tornam mais complexas e conectadas, a segurança passa a ocupar um papel ainda mais estratégico. Projeções da Cobli indicam que o setor logístico deve crescer de US$ 104,79 bilhões, em 2024, para US$ 129,34 bilhões até 2029, impulsionado pela expansão contínua do varejo online.

Esse avanço, contudo, exige mais do que investimentos em tecnologia, demanda capacitação contínua da mão de obra para operar ambientes altamente automatizados e o cumprimento rigoroso de normas e protocolos de segurança. Segundo Rodrigo Scheffer, diretor de automação da Águia Sistemas, a evolução tecnológica precisa caminhar lado a lado com processos bem definidos e padrões robustos de proteção. “Automação não significa apenas ganho de produtividade. Ela exige disciplina operacional, integração entre sistemas e respeito aos códigos de conduta. Quando isso não acontece, o risco aumenta, e risco nunca é rentável”, afirma.

Na prática, a intralogística automatizada envolve uma cadeia de processos interligados, como recebimento, endereçamento dinâmico, separação, movimentação e expedição de mercadorias. Nesse contexto, o WMS atua como o cérebro da operação, coordenando fluxos, prioridades e regras operacionais, enquanto sensores de campo e sistemas de segurança garantem a leitura contínua das condições reais do ambiente. A integração nativa entre software de gestão, automação e dispositivos de segurança constitui o principal mecanismo de mitigação de riscos em operações altamente automatizadas. Em ambientes que utilizam AGVs e robôs colaborativos, essa integração permite o monitoramento contínuo tanto da operação quanto do ambiente físico.

A partir dessas informações, o sistema é capaz de executar respostas automáticas e seguras diante de condições de risco, como ajustes operacionais ou paradas controladas. “Isso reduz a exposição de pessoas a áreas críticas, evita colisões e contribui para uma operação mais estável e previsível”, explica Rodrigo Scheffer. Outro fator decisivo para a segurança está na fase de projeto. A Águia Sistemas utiliza recursos de simulação e emulação para validar fluxos operacionais, lógicas de controle e regras de software antes mesmo da implantação física do sistema.

O comissionamento virtual vai além ao conectar o PLC real ou o código final a um modelo virtual da operação, simulando sensores, motores e intertravamentos de segurança. Essa abordagem permite testar o controle exatamente como será utilizado em campo, reduzindo falhas, retrabalho e riscos na fase de entrada em operação. Do ponto de vista da assistência técnica, os protocolos e indicadores de segurança incorporados desde o projeto têm como objetivo garantir a estabilidade do sistema ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Arquiteturas de controle padronizadas e bem documentadas facilitam o diagnóstico rápido de falhas e a atuação remota ou em campo, apoiadas por interfaces de diagnóstico na IHM e por um serviço de hotline 24 horas. “Segurança também é continuidade operacional e escalabilidade da intralogística ao longo do tempo”, destaca o diretor.

Além da proteção dos colaboradores, a segurança impacta diretamente os indicadores financeiros. Operações seguras apresentam menor índice de falhas, menos perdas de mercadorias, redução de custos com manutenção corretiva e maior confiabilidade nos prazos de entrega.

“Empresas que tratam a segurança como investimento conseguem escalar suas operações de forma consistente e sustentável. No fim do dia, eficiência e proteção caminham juntas”, afirma Rodrigo Scheffer. Para o diretor, o futuro da logística passa por um equilíbrio claro entre tecnologia, processos e cultura organizacional. “Automação bem-sucedida é aquela que aumenta a produtividade sem renunciar à integridade das pessoas e da operação. Seguir códigos de conduta e protocolos de segurança não é burocracia, é inteligência de negócio”, conclui.

 Nesse contexto, a segurança se consolida não como um custo adicional, mas como um ativo indispensável para garantir sustentabilidade operacional, reputação e perenidade dos negócios.

Assessoria

Publicidade

Desenvolvido por: Leonardo Nascimento & Giuliano Saito