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“Efeito Uber”: como software sob medida e IA estão permitindo que PMEs cresçam com velocidade de startup no Brasil

Com software sob medida, dados e IA, empresas menores conseguem validar modelos rapidamente, escalar com eficiência e competir com grandes players

4 de maio de 2026 08:30

O chamado “Efeito Uber”, quando a tecnologia deixa de ser suporte e passa a redefinir completamente a lógica de um mercado, já não é mais um fenômeno restrito a grandes plataformas globais. No Brasil, pequenas e médias empresas começam a replicar essa dinâmica, utilizando software sob medida, dados e inteligência artificial para crescer em velocidade e competir com players consolidados.

Segundo a Lughy, unidade de inovação e desenvolvimento voltado para pequenas e médias empresas do Grupo DB1, esse movimento está sendo viabilizado por um novo modelo de desenvolvimento tecnológico, mais acessível e orientado à validação rápida de negócios. Hoje, já é possível iniciar projetos digitais com investimentos a partir de R$ 30 mil, focados principalmente na construção de MVPs (produtos mínimos viáveis) e testes de mercado.

“O que empresas como Uber, iFood e Nubank fizeram não foi apenas lançar bons aplicativos. Elas trataram tecnologia como core business e reconstruíram a jornada do consumidor com foco em conveniência, autonomia e escala”, afirma Cristiano Suk, diretor da Lughy. “A diferença é que agora esse mesmo raciocínio está ao alcance das PMEs, que têm mais agilidade para testar, errar rápido e ajustar o modelo.”

 

Escala sem aumento proporcional de custo

Um dos principais vetores do chamado “Efeito Uber” está na capacidade de escalar operações sem crescer na mesma proporção em estrutura física ou equipes. Plataformas digitais operam com base em automação, dados e integração de sistemas, reduzindo custo marginal e aumentando eficiência, o que é visto como um diferencial competitivo relevante em mercados cada vez mais pressionados.

Na prática, isso permite que empresas menores operem com lógica de startup, encurtando o ciclo entre ideia, execução e aprendizado. “Hoje, com o uso de inteligência artificial no desenvolvimento, conseguimos reduzir significativamente o time-to-market. Isso permite lançar soluções em semanas, testar com usuários reais e evoluir rapidamente com base em dados”, explica Suk.

 

Tecnologia como investimento estratégico

Apesar desse avanço, muitas empresas ainda enfrentam barreiras culturais. A principal delas é tratar tecnologia como custo operacional, e não como motor de crescimento. “A verdadeira transformação acontece quando a empresa usa tecnologia para eliminar fricções reais do mercado. Não é sobre digitalizar processo, é sobre mudar a forma como o cliente consome aquele serviço”, diz o diretor. “Quem continua olhando tecnologia como despesa acaba ficando para trás.”

Diferentemente das grandes corporações, que lidam com estruturas mais rígidas, PMEs conseguem avançar com mais rapidez na validação de novas soluções. Com times enxutos e menor burocracia, essas empresas conseguem testar hipóteses, pivotar modelos e responder ao mercado com mais agilidade. Esse cenário tem permitido que negócios menores disputem espaço em nichos específicos, muitas vezes entregando experiências mais eficientes e personalizadas do que grandes players.

“A inércia organizacional é, muitas vezes, o maior concorrente de uma empresa. Quem consegue interpretar dados com assertividade e entregar uma solução simples para um problema real já está no caminho para redefinir o seu mercado”, afirma Suk.

 

Dados, IA e ecossistemas como base da nova competição

Outro ponto central dessa transformação está no uso estratégico de dados e inteligência artificial. Mais do que tecnologia de apoio, esses elementos passam a orientar decisões, personalizar experiências e antecipar movimentos de mercado. Além disso, cresce a importância de integrações e ecossistemas digitais, conectando serviços, plataformas e informações em uma única jornada, modelo que amplia o valor entregue ao cliente e torna a competição isolada cada vez menos sustentável.

Entre os setores mais propensos a uma nova onda de disrupção está o de saúde e bem-estar. “A mudança de comportamento do consumidor, que cada vez mais orientado à prevenção, performance e qualidade de vida, abre espaço para soluções digitais baseadas em acompanhamento contínuo e uso intensivo de dados. A gente já vê isso na prática com plataformas que conectam profissionais e pacientes ou que utilizam dados para acompanhamento de saúde e performance. O cuidado deixa de ser reativo e passa a ser proativo — e isso é altamente escalável”, diz o executivo.

 

Assessoria

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