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Participação de mulheres cresce globalmente com aumento de 1,7 ponto percentual no Brasil e o dobro matrículas femininas na área na América Latina
Em meio às discussões sobre a ampliação da presença feminina em áreas estratégicas da economia durante o mês das mulheres, novos dados da Coursera indicam avanço da participação feminina em cursos de Inteligência Artificial Generativa. Segundo o relatório One Year Later: The Gender Gap in GenAI, a presença de mulheres nas matrículas globais da área cresceu de 32% para 36% no último ano.
No Brasil, a participação feminina nas matrículas em cursos de IA Generativa aumentou 1,7 ponto percentual entre 2024 e 2025, posicionando o país entre os mercados em crescimento na América Latina. Ainda assim, as mulheres representam 29% das matrículas na área, indicando que a lacuna de gênero persiste nas competências mais técnicas da economia digital.
Na América Latina como um todo, as matrículas femininas em cursos de IA Generativa dobraram em relação ao ano anterior, refletindo uma tendência de maior engajamento das mulheres no desenvolvimento de habilidades relacionadas à inteligência artificial.
“A pesquisa mostra que a IA Generativa vai acelerar a economia global e transformar o mundo do trabalho, com estimativas sugerindo que pode aumentar a riqueza mundial em até US$ 22,3 trilhões até 2030. O Brasil possui uma das economias digitais mais dinâmicas da América Latina, mas até agora as mulheres representam apenas 29% das matrículas em IA Generativa.”, afirma Dra. Alexandra Urban, autora do relatório e Pesquisadora-Líder em Ciências da Aprendizagem, Coursera.
Persistência maior entre mulheres
O relatório também mostra que, uma vez matriculadas, as mulheres demonstram altos níveis de persistência no aprendizado de IA Generativa. Globalmente, entre os cinco maiores mercados da plataforma na área, as alunas têm 1,5 vez mais probabilidade de concluir os cursos após a matrícula.
Para o Brasil, isso representa uma oportunidade relevante: ampliar o acesso feminino à formação em IA pode contribuir diretamente para aumentar a presença de mulheres no pipeline de talentos da área.
Os dados sugerem que a principal barreira para as mulheres em IA Generativa está no acesso inicial aos cursos, e não na capacidade de aprendizado ou no desempenho.
Brasil também se destaca em pensamento crítico
Além das habilidades técnicas, o relatório destaca o crescimento do interesse feminino em competências humanas complementares à IA.
Globalmente, as mulheres representam 42% das matrículas em cursos de pensamento crítico na plataforma. No Brasil, essa participação chega a 46,8%, colocando o país entre os poucos em que a presença feminina nessa habilidade essencial ultrapassa 45%.
Segundo a Coursera, a combinação entre competências técnicas em IA e habilidades analíticas, como pensamento crítico, será cada vez mais valorizada no mercado de trabalho, especialmente à medida que a implementação da IA exige supervisão e julgamento humano.
“De 2024 para 2025, observamos avanços modestos na participação feminina nas matrículas, mas ainda há muito trabalho a ser feito. Ampliar o acesso das mulheres à capacitação em IA será fundamental para desbloquear todo o potencial de inovação do país e garantir que o Brasil prepare todos os seus cidadãos para o futuro.”, completa Alexandra.
Cursos de IA com maior participação feminina
Dados da plataforma indicam que cursos que apresentam a IA Generativa como ferramenta prática para produtividade e resolução de problemas atraem maior participação feminina. Entre os exemplos estão:
Recomendações para ampliar a participação feminina em IA
O relatório aponta iniciativas que podem acelerar o avanço feminino em habilidades relacionadas à inteligência artificial:
O relatório completo One Year Later: The Gender Gap in GenAI está disponível no site da Coursera.
Assessoria
Desenvolvido por: Leonardo Nascimento & Giuliano Saito