Tecnologia a serviço da solidariedade

Vivemos um tempo essencialmente tecnológico. Aliás, transformação digital é a expressão que está marcando os últimos meses, já que para sobreviver durante a pandemia, empresas de diversos setores tiveram que se adaptar ou aumentar consideravelmente o investimento em tecnologia

25 de novembro de 2021 08:23

Vivemos um tempo essencialmente tecnológico. Aliás, transformação digital é a expressão que está marcando os últimos meses, já que para sobreviver durante a pandemia, empresas de diversos setores tiveram que se adaptar ou aumentar consideravelmente o investimento em tecnologia. Mas, mesmo em meio a esse cenário, pudemos observar que a combinação de tecnologia e solidariedade viabilizou práticas inovadoras e possibilitou a conexão entre pessoas com necessidades e objetivos em comum.

O boom de doações via plataformas de financiamento coletivo é prova disso. Segundo o Monitor de Doações da Covid-19 da Associação Brasileira dos Captadores de Recursos (ABCR), o Brasil registrou o recorde de doações no último ano, com mais de R﹩ 7 bilhões doados entre pessoas físicas e jurídicas. Houve também crescimento de 192% nas doações online no período de isolamento social. Além disso, a pandemia também foi marcada pelo aumento do uso de aplicativos. De acordo com um levantamento do App Annie, houve um aumento de 42% no tempo de uso dessas ferramentas e, dentre elas, estão os apps colaborativos.

No geral, são soluções que impactam diretamente nas necessidades das pessoas. O fato é que a tecnologia, de certa forma, uniu quem tem necessidades e objetivos em comum, diminuiu distâncias e possibilitou novas formas de interagir e realizar ações. Vale lembrar que a tecnologia apenas facilitou a troca de informações, quem controla o que será comunicado são as pessoas. Isso tem um lado bom e ruim. Mas olhando o copo mais cheio, imagine quantas causas sociais podem ser impactadas com o alcance que a internet pode trazer? E claro, as empresas têm seu papel nisso.

As companhias também precisam mostrar sua preocupação e, de certa forma, se posicionarem para mostrar sua identidade, seus valores e quais perfis alinhados com seus ideais querem que façam parte da empresa. Como prova disso, 71% dos consumidores afirmam querer comprar de empresas que sejam socialmente responsáveis, apontou uma pesquisa da IBM.

Nessa jornada, o que eu tenho visto são algumas companhias despertando para a oportunidade que essa agenda ESG tem de agregar valor à sua marca e criando produtos e serviços para solucionar dores da sociedade. Diante dessa nova realidade, a transformação digital e a transformação social são estratégias de futuro do país que devem avançar juntas. Certamente, as verdadeiras soluções virão da ajuda coletiva entre indivíduos, empresas e associações que forem capazes de olhar para o próximo de forma empática e utilizar as ferramentas que temos em prol de boas causas.

Tudo isso posto, deixo a reflexão: será essa a missão mais nobre da tecnologia, contribuir para que nos tornemos mais humanos? Eu espero que sim!

Por Bruno Rizzato, diretor de produtos do app Trampolim – Bruno Rizzato é diretor de produtos do app Trampolim, o primeiro aplicativo colaborativo de empregos, no qual os próprios usuários compartilham vagas e oportunidades de pequenos estabelecimentos, lojas de bairro e serviços que normalmente são divulgadas na vitrine/porta dos estabelecimentos e não são publicadas em sites tradicionais de emprego.

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