Publicidade

ABES cria Comitê de Fintechs para debater os desafios do mercado

No dia 02 de maio, a ABES promoveu a reunião de lançamento do Comitê de Fintechs

3 de maio de 2023 15:28

No dia 02 de maio, a ABES promoveu a reunião de lançamento do Comitê de Fintechs, que será liderado por Carlos Augusto Oliveira, da Certdox. O objetivo do comitê é promover o diálogo entre as fintechs, as associadas, o mercado e o governo, visando incentivar o crescimento, a inovação e o fortalecimento do mercado de fintechs, frente aos principais desafios regulatórios, tributários, operacionais e macroeconômicos.

 

“Entendemos que a ABES pode contribuir significativamente no sentido de, externamente, encaminhar demandas junto aos órgãos governamentais para reduzir barreiras excessivas. Internamente, podemos estruturar serviços que possam auxiliar e resolver demandas comuns do setor, como treinamentos, qualificações, parcerias com prestadores de serviços, sinergias entre os associados, entre outras atividades”, aponta Carlos Augusto.

 

Embora o motor de propulsão seja a inovação, as fintechs têm que lidar com todo o forte ambiente regulatório do mercado financeiro e com os desafios de prover tecnologia para desenvolver seus modelos, o que significa superar a escassez de mão de obra de tecnologia, obter incentivos para impulsionar os investimentos em inovação e os grandes entraves burocráticos e de governança impostos pelo mercado, mesmo que para empresas ainda incipientes.

 

O que são fintechs

As fintechs são startups da área financeira que usam a tecnologia de forma intensiva para oferecer serviços especializados, com diversos benefícios tanto para os usuários quanto para o sistema financeiro do país como um todo.

 

“Existe um destaque para os bancos digitais que são uma alternativa aos bancos tradicionais, mas também temos soluções relevantes nas instituições de pagamentos, que facilitam os processos de pagamentos das pessoas e, empresas. Com suas carteiras digitais, eles simplificam a gestão do fluxo de caixa muitas vezes, conectando outras verticais de negócio, como Varejo, Escritórios de Contabilidade e Cobrança e Plataformas Digitais, de forma geral”, explica o líder do Comitê de Fintechs.

 

Diferentes modelos de fintechs

Ele explica ainda que surgiram relevantes modelos de crédito digital, as chamadas Sociedades de Crédito Digital (SCDs), que geram soluções de crédito ágil, sem burocracia e, muitas delas, com taxas reduzidas por terem modelos mais eficientes. “Eu destacaria também os BaaS (Bank as Service) que são fintechs de infraestrutura para viabilizar a prestação de serviços financeiros para indústria que não possui infraestrutura e autorização para fazê-lo diretamente. Eles podem formalizar e registrar contratos, gerar funding para financiamentos, processar operações, entre outras atividades”, completa. Trata-se de um segmento relevante com centenas de startups em operação com crescimento contínuo de novas e diversificadas iniciativas.

 

Fintech: mercado promissor

O mercado de fintech é um dos mais promissores e tem atraído maior volume de investimentos, dado o seu tamanho, pois toda sociedade de alguma forma necessita e utiliza serviços financeiros. “É um mercado de enorme potencial de transformação e geração de valor, uma vez que se trata de disruptar um segmento muito concentrado em grandes bancos, tradicionalmente com muitas demandas e desconfianças da população, em função de altas taxas, além de tarifas e contratos complexos e de difícil entendimento, ou seja, de forma geral um setor carente de solução mais amigáveis e desenhadas com foco nas necessidades específicas dos clientes”, finaliza Carlos Augusto Oliveira.

 

Fonte: ABES

Publicidade

Desenvolvido por: Leonardo Nascimento & Giuliano Saito