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Do e-commerce ao streaming: por que a observabilidade se tornou essencial para serviços digitais

Com operações mais distribuídas e dependentes de múltiplos sistemas, empresas recorrem à observabilidade para garantir a disponibilidade dos serviços, reduzir impactos operacionais e sustentar a experiência dos usuários

21 de agosto de 2026 08:30

Imagem: Assessoria

A expansão da economia digital elevou o nível de complexidade das operações de tecnologia. Hoje, plataformas de streaming, bancos digitais, marketplaces e aplicativos corporativos operam em ambientes distribuídos que envolvem múltiplas nuvens, APIs e serviços de diferentes fornecedores. Nesse cenário, apenas monitorar a infraestrutura já não é suficiente. A observabilidade passa a desempenhar um papel estratégico para garantir a disponibilidade dos serviços, a continuidade dos negócios e a experiência dos usuários.

Segundo Luciano Alves, CEO Latam da Zabbix, multinacional de open source e observabilidade, o modelo atual faz com que uma única transação dependa do funcionamento simultâneo de diversos sistemas. Quando uma falha ocorre em qualquer ponto dessa cadeia, os impactos podem ser imediatos, desde interrupções em vendas no comércio eletrônico até a indisponibilidade de serviços financeiros e dificuldades no atendimento ao cliente.

“Identificar rapidamente a origem de um problema é decisivo para reduzir prejuízos operacionais e evitar impactos na reputação das empresas. A observabilidade representa uma evolução em relação ao monitoramento tradicional porque permite correlacionar informações de infraestrutura, aplicações, redes e outros componentes do ambiente. Assim, é possível compreender não apenas quando uma falha acontece, mas também por que ela ocorreu”, explica Alves. “Hoje, as empresas operam aplicações distribuídas entre diferentes ambientes e provedores.”

Na prática, a observabilidade permite que as equipes reduzam o tempo de identificação e resolução de incidentes ao consolidar e correlacionar dados que, antes, precisavam ser analisados separadamente. Esse modelo favorece uma atuação mais proativa, permitindo antecipar comportamentos, minimizar interrupções e preservar a qualidade dos serviços digitais em um cenário no qual a disponibilidade se tornou um diferencial competitivo.

Para Luciano Alves, à medida que os negócios se tornam cada vez mais dependentes de plataformas digitais, a observabilidade deixa de ser apenas uma ferramenta operacional para assumir um papel estratégico.

“A tecnologia precisa ser vista pelo impacto que gera no negócio. Não basta saber que um sistema está funcionando; é preciso garantir que a jornada do usuário aconteça sem interrupções. Em um mercado altamente digitalizado, observar todo o ambiente é uma condição para manter a competitividade”, conclui.

Assessoria

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