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Reforma Tributária: tecnologia se torna aliada das empresas na adaptação ao novo padrão de emissão de notas fiscais

Com a implementação gradual do IBS e da CBS, empresas precisam adequar sistemas e processos para evitar erros, retrabalho e riscos fiscais; plataformas com tecnologia integrada podem simplificar a transição

24 de agosto de 2026 08:30

Imagem: Assessoria

 

A Reforma Tributária sobre o consumo já começou a provocar mudanças na rotina fiscal das empresas — e uma das principais está na forma de emissão dos documentos fiscais. Criados pela Lei Complementar nº 214, de 2025, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) integram o novo modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que reorganiza a tributação sobre o consumo no país.

A mudança exige que os sistemas responsáveis pela emissão de notas fiscais estejam preparados para trabalhar com novos campos, informações e regras. Desde 3 de agosto de 2026, os documentos fiscais eletrônicos emitidos por empresas do regime regular devem trazer os campos relativos ao IBS e à CBS, incluindo a alíquota-teste de 1%, composta por 0,1% de IBS e 0,9% de CBS. Neste primeiro momento, a apuração tem caráter informativo, sem efeitos tributários, desde que cumpridas as obrigações acessórias previstas na legislação.

A adaptação, no entanto, não termina em 2026. A partir de 2027, começa uma nova etapa da transição, com a extinção de PIS e Cofins e a ampliação gradual da participação do IBS e da CBS no sistema tributário. A substituição dos tributos atuais será progressiva e se estenderá até 2033, quando o novo modelo estará integralmente em vigor.

Para empresas que ainda dependem de sistemas antigos ou realizam parte da emissão de notas de maneira manual, a mudança representa um desafio operacional. A necessidade de atualizar o sistema em meio à rotina do negócio, revisar processos e parametrizações e garantir o correto preenchimento das novas informações aumenta a possibilidade de erros, retrabalho e contingências fiscais.

“A Reforma Tributária não é apenas uma mudança na legislação; ela também exige uma transformação na operação das empresas. Para os pequenos negócios, que às vezes não contam com equipes fiscais ou de tecnologia dedicadas, adaptar um sistema de emissão de notas pode ser uma tarefa complexa. Por isso, a tecnologia pode assumir parte desse trabalho, tornando a adequação mais simples e segura”, comenta Ana Salvatori, COO da Razonet.

Nesse cenário, soluções tecnológicas podem reduzir a complexidade da transição ao incorporar as novas regras diretamente aos processos de emissão fiscal. Com uso de inteligência artificial, a Razonet já disponibiliza uma plataforma com o novo emissor nacional, permitindo que empresas realizem a emissão de documentos fiscais de acordo com os novos parâmetros.

A preparação antecipada é especialmente relevante diante da natureza gradual da Reforma Tributária. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS vêm estabelecendo cronogramas e orientações para a adaptação dos contribuintes e dos desenvolvedores de sistemas, enquanto novos leiautes e regras técnicas são disponibilizados.

Mais do que trocar um emissor de notas, a adequação ao novo modelo exige que as empresas avaliem se suas ferramentas estão preparadas para acompanhar a transição até 2033. Para negócios de menor porte, contar com uma solução que mantenha as regras fiscais atualizadas e automatize parte da operação pode ser uma forma de reduzir a complexidade e concentrar esforços na atividade principal da empresa.

 

Assessoria

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