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Fundador da Hal-AI, Marcos Alves une mais de quatro décadas de experiência em tecnologia para desenvolver sistemas multiagentes com memória adaptativa e defende uma nova fase da IA corporativa
Imagem: Marcos Alves – Fundador e CEO da Hal-AI (Divulgação/ Hal-AI)
Muito antes de as telas sensíveis ao toque se tornarem parte da rotina de milhões de pessoas ao redor do mundo, o engenheiro brasileiro Marcos Alves já desenvolvia uma solução comercial baseada nessa tecnologia. Em 1993, criou um sistema touch utilizado por centenas de empresas nas mais diversas áreas, incluindo supermercados, redes de livrarias até grandes empresas de logística, em um projeto de automação comercial concebido mais de uma década antes do lançamento do primeiro iPhone. Hoje, aos 54 anos, o fundador e CEO da Hal-AI volta a desafiar o mercado de tecnologia ao liderar o desenvolvimento de sistemas multiagentes com memória adaptativa, voltados para aplicações corporativas.
Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com atuação em pesquisa, ensino e empreendedorismo, Alves construiu uma trajetória que acompanha a evolução da tecnologia brasileira desde os anos 1980. Passou pelo desenvolvimento de robôs industriais, participou da modernização das telecomunicações no país e esteve à frente da implantação de operações de atendimento em larga escala durante sua passagem pela Embratel.
“Sempre acreditei que a tecnologia precisa resolver problemas reais. O touch era uma forma mais simples de aproximar as pessoas dos sistemas. Hoje, a inteligência artificial cumpre esse mesmo papel, mas com capacidade de compreender contexto, aprender continuamente e executar tarefas muito mais complexas”, destaca.
Da revolução dos call centers à inteligência artificial
No fim dos anos 1990, Marcos Alves liderou a engenharia de sistemas CTI que suportaram uma base de mais de 150 milhões de usuários da Embratel, unificando operações para mais de 4 mil funcionários e estabelecendo um novo padrão para o setor. A experiência ajudou a moldar sua visão sobre relacionamento entre empresas e consumidores e abriu caminho para aplicações de inteligência artificial voltadas ao atendimento. Ainda na década dos anos 2000, desenvolveu soluções capazes de analisar interações entre operadores e clientes, antecipando uma tendência que só ganharia força anos depois.
Segundo o executivo, a evolução da IA não está apenas na automação de tarefas, mas na capacidade de manter contexto entre diferentes canais e construir relações contínuas com os usuários.
“A próxima transformação não será feita por chatbots isolados, mas por sistemas capazes de lembrar das interações, conectar informações e agir de maneira coordenada. A inteligência artificial deixa de responder perguntas para assumir missões completas”, complementa Alves.
Tecnologia desenvolvida no Brasil
Criada em 2018, a Hal-AI desenvolve tecnologia própria voltada à criação de agentes inteligentes capazes de atuar de forma integrada em diversos canais.
Em vez de revender plataformas prontas, a companhia desenvolve sua própria arquitetura para sistemas multiagentes, projetada pelo próprio fundador, que atua diretamente na engenharia e arquitetura de software das soluções. O trabalho envolve a concepção da infraestrutura tecnológica que sustenta esses sistemas, com foco em resolver gargalos computacionais complexos por meio de tecnologias proprietárias. A arquitetura integra diferentes modelos de inteligência artificial em uma única plataforma, voltada a aplicações em setores como saúde, logística, varejo e telecomunicações, onde grandes volumes de atendimento exigem alta performance, escalabilidade e personalização.
Essa experiência também levou a empresa a investir em tecnologias capazes de preservar o histórico das interações, permitindo que a IA mantenha uma relação contínua com o usuário, independentemente do canal utilizado.
Experiência para um mercado em transformação
Em meio ao avanço acelerado da inteligência artificial, Marcos Alves acredita que a experiência acumulada ao longo de mais de 40 anos permite avaliar o momento atual com uma perspectiva diferente daquela de empresas que ingressaram recentemente no setor.
Para ele, o Brasil reúne condições para desenvolver tecnologia competitiva globalmente, desde que combine inovação, conhecimento técnico e visão de longo prazo.
“O Brasil reúne profissionais altamente qualificados para desenvolver inteligência artificial. A diferença será feita por quem conseguir transformar conhecimento técnico em soluções que resolvam problemas concretos. É isso que buscamos fazer desde o início da nossa trajetória”, finaliza o CEO.
Assessoria
Desenvolvido por: Leonardo Nascimento & Giuliano Saito