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Região teve a maior proporção de organizações com ataques detectados em 2025, cenário que deve ampliar a procura por proteção integrada, serviços especializados e parceiros locais
Imagem: Divulgação Assessoria
A crescente sofisticação dos ataques de ransomware deve acelerar os investimentos em cibersegurança na América Latina e ampliar a demanda por soluções, serviços especializados e profissionais preparados para responder a ameaças cada vez mais estruturadas. Essa é a aposta de Rogério Moraes, CEO da ESY, distribuidora de valor agregado especializada em cibersegurança, com base em números recentes divulgados pela Kaspersky.
Em 2025, a América Latina registrou a maior proporção de organizações com ataques de ransomware detectados entre as regiões analisadas pela Kaspersky. O índice chegou a 8,13%, acima da Ásia-Pacífico, com 7,89%, da África, com 7,62%, e do Oriente Médio, com 7,27%.
Para o executivo, o dado evidencia um mercado que precisa avançar não apenas na aquisição de tecnologias, mas também na construção de estratégias contínuas de prevenção, detecção, resposta e recuperação. “A América Latina reúne empresas em diferentes níveis de maturidade digital, mas todas estão expostas a um cenário de ameaças cada vez mais profissionalizado. Isso abre espaço para um mercado de cibersegurança mais consultivo, no qual tecnologia, serviços, inteligência e capacitação precisam atuar de forma integrada”, afirma Rogério Moraes.
Embora a proporção global de organizações atacadas tenha apresentado uma leve redução em relação a 2024, a Kaspersky aponta que os criminosos estão industrializando suas operações, automatizando invasões e priorizando cada vez mais o roubo e o vazamento de informações sensíveis. Entre as tendências identificadas estão o crescimento da extorsão sem criptografia, na qual os criminosos roubam dados e ameaçam divulgá-los, e a disseminação de ferramentas desenvolvidas para desativar soluções de detecção e resposta de endpoints antes da execução do malware.
Também avança a atuação dos chamados Initial Access Brokers, intermediários que comercializam acessos previamente comprometidos a ambientes corporativos. Esse modelo reduz a complexidade necessária para iniciar um ataque e permite que diferentes grupos criminosos dividam tarefas, ferramentas e infraestrutura.
Na avaliação de Moraes, essas mudanças ampliam a importância de arquiteturas de proteção em camadas. A defesa não pode estar concentrada apenas nos dispositivos finais, mas deve abranger identidades, acessos remotos, movimentações dentro da rede, tráfego de saída, backups e capacidade de resposta a incidentes.
“Hoje, estamos diante de um ecossistema organizado, com venda de acessos, divisão de funções e modelos de extorsão voltados à pressão financeira, reputacional e regulatória. Por isso, o mercado latino-americano tende a demandar projetos mais completos e serviços recorrentes de segurança”, explica o CEO.
Esse cenário também fortalece o papel dos parceiros locais, que ajudam as empresas a avaliar riscos, selecionar tecnologias, implementar soluções e acompanhar continuamente a evolução de seus ambientes. Para a ESY, uma das principais parceiras da Kaspersky, a expansão do mercado regional dependerá da capacidade do setor de transformar recursos avançados de segurança em projetos compatíveis com a realidade e o nível de maturidade de cada organização.
Com base nesse contexto, Rogério Moraes recomenda que as empresas priorizem algumas ações:
“Mais do que reagir a incidentes, as organizações precisam incorporar a cibersegurança à continuidade dos negócios e à própria estratégia de crescimento”, conclui.
Assessoria
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