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Apesar dos riscos envolvidos, certificações técnicas e de segurança de eletrônicos ainda passam despercebidas pelo consumidor

Especialista alerta que homologações vão além de uma exigência regulatória e podem impactar diretamente em questões de desempenho e durabilidade dos aparelhos

29 de maio de 2026 08:30

A indústria elétrica e eletrônica encerrou 2025 com um faturamento de R$ 270,8 bilhões, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abine). Ao todo, a entidade registrou um crescimento no mercado de 4% em comparação a 2024. Quando se fala em compras no segmento, é possível observar que fatores como preço, design e funcionalidades costumam pesar na decisão do consumidor. No entanto, um detalhe técnico ainda passa despercebido: as certificações técnicas e de segurança.

Na prática, essas homologações funcionam como uma validação de que aquele equipamento atende aos padrões exigidos para comercialização e funcionamento no Brasil, sendo obrigatórias para dispositivos que utilizam telecomunicação, conexão sem fio ou radiofrequência. “Entidades como a Anatel, por exemplo, não representam apenas exigências regulatórias, mas também processos que validam se o dispositivo realmente atende critérios mínimos de segurança e qualidade”, diz Richard Kenj, diretor comercial da Lity, marca de eletrônicos e acessórios compatíveis com dispositivos de última geração.

O executivo ainda afirma que os produtos certificados passam por testes relacionados à segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética, estabilidade de conexão e desempenho técnico, o que ajuda a garantir que o aparelho funcione sem interferências que possam comprometer a experiência de uso ou o funcionamento de outros dispositivos. “Entre os principais riscos da falta de certificação, podemos citar as falhas de funcionamento, instabilidade de conexão, incompatibilidade com outros aparelhos, superaquecimento e menor vida útil do produto”, explica o executivo.

O que observar antes de ir às compras

Para garantir escolhas mais seguras, alguns pontos devem ser considerados:

  1. Verifique se o produto possui selo ou número de homologação: normalmente, essa informação pode ser encontrada na embalagem, no manual do produto, na etiqueta do dispositivo ou até mesmo no site oficial da marca;
  2. Desconfie de eletrônicos vendidos sem informações técnicas claras: a ausência de dados sobre fabricante, especificações, certificações e procedência pode ser um indicativo de que o produto não atende aos padrões exigidos para comercialização;
  3. Pesquise a procedência da marca e se ela possui operação oficial no Brasil: empresas com atuação oficial no país costumam oferecer suporte ao consumidor, garantia, assistência técnica e maior transparência sobre certificações e especificações dos produtos;
  4. Evite produtos com preços muito abaixo da média de mercado: valores muito inferiores aos praticados normalmente podem indicar falta de comprometimento com a qualidade e segurança do dispositivo;
  5. Confira avaliações de outros consumidores: comentários e experiências de quem já utilizou o produto podem ajudar a identificar possíveis problemas de funcionamento, conectividade, durabilidade e suporte da marca.

“Hoje, muitas pessoas ainda escolhem eletrônicos considerando apenas preço e funcionalidades, sem avaliar critérios de procedência do produto. Mas esse é um ponto que impacta diretamente a experiência do usuário, principalmente em um contexto em que a tecnologia está cada vez mais inserida no dia a dia das pessoas. É fundamental se manter atento”, conclui o diretor comercial.

 

Assessoria

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