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Condomínios recorrem ao tratamento próprio de água e viram novo mercado para tecnologias ambientais

Imagem: Magnific O crescimento acelerado de empreendimentos imobiliários horizontais e residenciais localizados fora dos perímetros urbanos tradicionais…

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Condomínios recorrem ao tratamento próprio de água e viram novo mercado para tecnologias ambientais

Imagem: Magnific

O crescimento acelerado de empreendimentos imobiliários horizontais e residenciais localizados fora dos perímetros urbanos tradicionais vem transformando a gestão de saneamento no Brasil. Sem acesso direto às redes públicas de abastecimento, centenas de novos condomínios assumiram diretamente a responsabilidade de captar, produzir e tratar sua própria água, bem como gerenciar e tratar o esgoto gerado por seus moradores. Esse movimento impulsionou a busca por soluções de Deep Tech ambiental que combinam automação, inteligência operacional e segurança microbiológica.

Dados do setor apontam que a eficiência na gestão de recursos hídricos é decisiva não apenas para a saúde pública, mas para os ganhos socioeconômicos. Segundo projeções ligadas ao Marco Legal do Saneamento, a aplicação de tecnologias corretas de potabilidade e monitoramento contínuo tem o potencial de alavancar o retorno social dos investimentos em saneamento de R$ 2,00 para até R$ 5,00 a cada R$ 1,00 investido.

De acordo com levantamentos de inteligência de mercado da Biosolvit, empresa brasileira de inovação ambiental e tecnologia industrial, a demanda de condomínios residenciais por soluções de tratamento autônomo e monitoramento digital em tempo real cresceu significativamente nos últimos anos.

"Quando um empreendimento é construído afastado do centro urbano, a potabilidade da água e o tratamento de efluentes deixam de ser uma comodidade pública e passam a ser uma operação crítica de infraestrutura sob responsabilidade do condomínio", explica Guilhermo Queiroz, CEO da Biosolvit. "A falta de acompanhamento contínuo pode gerar surtos de contaminação e graves passivos regulatórios. O mercado imobiliário entendeu que precisa de inteligência em tempo real para gerenciar esse risco."

 

Tecnologia integrada: do reservatório à torneira do morador

Para atender a esse ecossistema, a Biosolvit aplica um conjunto de tecnologias integradas que garantem conformidade ambiental, previsibilidade e água com qualidade garantida do reservatório até a torneira, que acontecem, por exemplo, do monitoramento em tempo real e correção autônoma, por meio da Bio Water Care.

"Por meio de sensores e inteligência operacional (IoT/software), o sistema faz a medição contínua de parâmetros cruciais, como a dosagem de cloro em reservatórios e caixas d'água. A tecnologia identifica desvios em tempo real, efetua a correção autônoma dos insumos químicos e gera relatórios auditáveis para comprovação perante os órgãos reguladores", explica Queiroz.

O avanço das exigências do Ministério da Saúde quanto aos parâmetros quantitativos de potabilidade da água reforçou a necessidade de auditoria contínua. A digitalização do saneamento condominial permite a transição do modelo tradicional de manutenção reativa para o formato WaaS (Water as a Service), no qual o condomínio contrata o monitoramento, a automação e a garantia de potabilidade como um serviço contínuo e integrado.

"O objetivo é permitir que condomínios populares ou de alto padrão operem suas estações de tratamento e reservatórios com o mesmo rigor técnico e automação de uma concessionária de saneamento de grande porte, garantindo segurança aos moradores e sustentabilidade ao empreendimento", conclui Queiroz.

 

Assessoria

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