Não só o Brasil, mas praticamente todo o mundo ocidental vive uma polarização ideológica gigante, o que acaba prejudicando muito o desenvolvimento dos ecossistemas de inovação. Hoje, trago um assunto muito polêmico e triste: a discriminação.
Os ecossistemas de inovação só se desenvolvem e criam prosperidade para a sociedade se conseguem mudar a vida das pessoas para melhor. Esta mudança acontece quando se criam condições para que as pessoas tenham a oportunidade de expressar o melhor de si, através da resolução de problemas que geram valor para as pessoas e/ou empresas. Quando essa mágica acontece, gera-se prosperidade e muda-se a realidade de pessoas, famílias, comunidades e cidades. É um trabalho complexo e árduo, técnico e cultural, para orquestrar uma verdadeira mudança. Quanto mais pessoas engajadas nessa função, quanto mais pessoas diversas que se sintam parte desse movimento, maior a probabilidade de sucesso.
Porém, à medida que começa a existir discriminação, onde começam a surgir questões irrelevantes, como ideologia política partidária, seja de que lado for, a construção das soluções empobrece. Gera-se desunião, não se tem diversidade de pensamentos, o que é fundamental para a criatividade. Em suma, muito se perde, sem falar do lado negativo da discriminação.
Para promover ecossistemas de inovação eficazes, é crucial superar as barreiras impostas pela ideologia política partidária. Isso pode ser alcançado através do estabelecimento de políticas de longo prazo que transcendam mudanças de governo e do envolvimento ativo de múltiplos setores da sociedade na formulação de políticas de inovação. Além disso, é importante reconhecer e valorizar a diversidade de perspectivas e experiências dentro do ecossistema de inovação.
É importantíssimo que os agentes da inovação lembrem-se do seu verdadeiro papel, que é melhorar a vida das pessoas, acima de qualquer coisa, e não melhorar as suas próprias instituições, ou seja, deixar de ser "meio" e se tornar "fim".
É importantíssimo que se deixem os vieses, sejam quais forem, em casa, pois eles atrapalham o trabalho a ser realizado. Gênero, partido político, time de futebol não interferem em absolutamente nada.
Lembrem-se, a verdadeira inovação acontece "na rua", na fila do hospital, na educação, nos verdadeiros problemas que a sociedade enfrenta, além de quando efetivamente se realiza mobilidade social, senão a mesma não serve para nada!
Em última análise, os ecossistemas de inovação prosperam quando há colaboração e compromisso entre diversas partes interessadas, independentemente de sua afiliação política. Ao reconhecer os desafios impostos pela ideologia política partidária e buscar formas de superá-los, podemos promover uma cultura de inovação mais robusta, próspera e inclusiva.
Daniel Leipnitz
Daniel dos Santos Leipnitz: Graduado em administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina - ESAG, MBA em Administração Global pela Universidade Independente de Lisboa - Portugal e Mestrado em Administração de empresas pela UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina.
Atualmente é Diretor Corporativo e de Relações Humanas na Visto Sistemas. Exerce também a função de presidente do Sapiens Park, e presidência do Conselho Deliberativo da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), onde foi presidente na gestão 2016/2020, entidade catarinense com mais de 1600 associados. Ocupa a Vice-presidência na Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).
É Diretor Tesoureiro do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL), membro do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), ligado diretamente ao Presidente da entidade. Membro do conselho de Administração do SEBRAE Santa Catarina e do SEBRAE Nacional. Membro no Conselho Consultivo da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Membro do Conselho do Agora Tech Park Joinville, Mentor, sócio e Conselheiro de diversas Startups viajou por mais de 60 países.
Tem experiência na área de Administração, com ênfase em estratégia, estruturação de empresas, financeira e sistemas de gestão empresarial bem como estruturação de ecossistemas e parques tecnológicos. Daniel dos Santos Leipnitz: Graduado em administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina - ESAG, MBA em Administração Global pela Universidade Independente de Lisboa - Portugal e Mestrado em Administração de empresas pela UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina.
Atualmente é Diretor Corporativo e de Relações Humanas na Visto Sistemas. Exerce também a função de presidente do Sapiens Park, e presidência do Conselho Deliberativo da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), onde foi presidente na gestão 2016/2020, entidade catarinense com mais de 1600 associados. Ocupa a Vice-presidência na Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).
É Diretor Tesoureiro do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL), membro do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), ligado diretamente ao Presidente da entidade. Membro do conselho de Administração do SEBRAE Santa Catarina e do SEBRAE Nacional. Membro no Conselho Consultivo da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Membro do Conselho do Agora Tech Park Joinville, Mentor, sócio e Conselheiro de diversas Startups viajou por mais de 60 países.
Tem experiência na área de Administração, com ênfase em estratégia, estruturação de empresas, financeira e sistemas de gestão empresarial bem como estruturação de ecossistemas e parques tecnológicos.