Você sabe o que os ecossistemas de inovação do Vale do Silício, Boston, Austin e Florianópolis têm em comum? Todos eles contam com um grande número de pessoas que vieram de outras regiões (do mesmo país ou não) para estudar, trabalhar e empreender. No Vale, maior polo tecnológico do mundo, 45% do capital intelectual é composto por estrangeiros.
A atração de profissionais de outras regiões é fundamental para a construção e consolidação de um ecossistema de inovação. Primeiro, porque é muito difícil preencher todas as vagas que o setor tecnológico demanda. É que as empresas de tecnologia não param de crescer, mesmo em momentos econômicos desfavoráveis, por estarem ajudando companhias de outros ramos a produzir mais e a economizar. Se você conversar com a maioria dos empreendedores de Florianópolis, ouvirá que suas empresas têm oportunidades abertas, talvez já há algum tempo. E as nossas universidades não formam o número suficiente de pessoas para preencher essas vagas.
Outro fator importante é a diversidade: não só de gênero e raça, mas também de diferentes culturas. Afinal, como construir um ambiente inovador se todos pensarem da mesma forma, com os mesmos valores e cultura? A criatividade depende de olhares diferentes que nos façam repensar nossas próprias ideias e assim surge a inovação.Ter colaboradores e empreendedores de outras cidades, estados e países por perto amplia nossa visão de mundo e faz com que a tecnologia que a gente produz aqui tenha mais capacidade de alcançar o que populações diversas buscam e precisam.
No processo de internacionalização, pelo qual várias das nossas empresas estão passando, a contratação de estrangeiros é muito importante para entender o mercado dos países nos quais elas estão mirando, além de otimizar o processo de tradução e adaptação dos sistemas para outras línguas.
Mais do que preencher vagas, auxiliar na exportação das nossas tecnologias e trazer diversidade, este capital humano diverso nos leva à tolerância. Para ter uma noção, Austin - capital do Texas e grande polo de tecnologia - tem como slogan a frase “keep Austin weird”, que numa tradução literal significa “mantenha Austin estranha”. O adjetivo da frase destacada tem como definição “o que tem caráter extraordinário, excêntrico”, ou mesmo “tudo o que é de fora, estrangeiro”. Cidades com esse nível de tolerância são mais fortes, mais empreendedoras e com uma qualidade de vida sem igual.
Vamos ver o novo também em cidades como Florianópolis como algo bom e necessário, e assim contribuir para a consolidação do promissor ecossistema de inovação.
Daniel Leipnitz
Daniel dos Santos Leipnitz: Graduado em administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina - ESAG, MBA em Administração Global pela Universidade Independente de Lisboa - Portugal e Mestrado em Administração de empresas pela UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina.
Atualmente é Diretor Corporativo e de Relações Humanas na Visto Sistemas. Exerce também a função de presidente do Sapiens Park, e presidência do Conselho Deliberativo da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), onde foi presidente na gestão 2016/2020, entidade catarinense com mais de 1600 associados. Ocupa a Vice-presidência na Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).
É Diretor Tesoureiro do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL), membro do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), ligado diretamente ao Presidente da entidade. Membro do conselho de Administração do SEBRAE Santa Catarina e do SEBRAE Nacional. Membro no Conselho Consultivo da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Membro do Conselho do Agora Tech Park Joinville, Mentor, sócio e Conselheiro de diversas Startups viajou por mais de 60 países.
Tem experiência na área de Administração, com ênfase em estratégia, estruturação de empresas, financeira e sistemas de gestão empresarial bem como estruturação de ecossistemas e parques tecnológicos. Daniel dos Santos Leipnitz: Graduado em administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina - ESAG, MBA em Administração Global pela Universidade Independente de Lisboa - Portugal e Mestrado em Administração de empresas pela UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina.
Atualmente é Diretor Corporativo e de Relações Humanas na Visto Sistemas. Exerce também a função de presidente do Sapiens Park, e presidência do Conselho Deliberativo da ACATE (Associação Catarinense de Tecnologia), onde foi presidente na gestão 2016/2020, entidade catarinense com mais de 1600 associados. Ocupa a Vice-presidência na Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).
É Diretor Tesoureiro do Instituto Euvaldo Lodi de Santa Catarina (IEL), membro do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), ligado diretamente ao Presidente da entidade. Membro do conselho de Administração do SEBRAE Santa Catarina e do SEBRAE Nacional. Membro no Conselho Consultivo da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). Membro do Conselho do Agora Tech Park Joinville, Mentor, sócio e Conselheiro de diversas Startups viajou por mais de 60 países.
Tem experiência na área de Administração, com ênfase em estratégia, estruturação de empresas, financeira e sistemas de gestão empresarial bem como estruturação de ecossistemas e parques tecnológicos.