Imagine saber quando seu corpo está emitindo os primeiros sinais de problemas vasculares, colesterol alto ou estresse. Um diagnóstico precoce e automático ajudaria a identificar como está a sua saúde e facilitaria a medicina preventiva, criando a possibilidade de adequar seu estilo de vida conforme o necessário. Isso poderia evitar muitas das complicações médicas e salvar infinitas vidas. Seria maravilhoso e tenho certeza que falta pouco para conseguirmos chegar a esse nível tecnológico.
Já estamos construindo isso. As tecnologias vestíveis, ou, em inglês, wearables, estão se transformando em uma tendência do mercado. Elas consistem em dispositivos que você usa como roupas ou como acessórios e possuem sensores que monitoram seu corpo e mandam informação para um dispositivo móvel, como o celular.
As principais tecnologias desse tipo hoje em dia já ajudam a monitorar nossa saúde e desempenho físico durante as atividades esportivas, por exemplo. Elas controlam o batimento cardíaco, estresse, número de passos, quantidade de calorias gastas e qualidade de sono. Os pioneiros nesse segmento foram os relógios digitais, como o Apple Watch, capazes de trocar informações com seu corpo rapidamente. A vantagem de um dispositivo como esse, em relação a um celular, é que ele consegue monitorar constantemente e salvar um histórico, criando gráficos e análises sobre a saúde do usuário. Conheci recentemente, durante uma palestra sobre inovação, uma pessoa com diabetes que usa um dispositivo desses para medir sua saúde e tive o prazer de ouvir como a qualidade de vida daquele usuário melhorou só pelo fato de ter acesso, logo pela manhã, aos dados de como está seu organismo. Outro exemplo parecido são as pulseiras inteligentes, mais acessíveis que os relógios e exercem funções parecidas. Há anos que a vendas destes dispositivos ultrapassaram a de relógios.
O mercado está tão avançado que além dos eletrônicos, roupas também já estão sendo desenvolvidas. Há uma marca em Toronto que desenvolve peças inteligentes, que funcionam com uma pequena bateria e são capazes até de conectar sua temperatura corporal com os aquecedores da casa.
No futuro vejo essas tecnologias ajudando no diagnóstico precoce de muitas doenças e fazendo parte da rotina da medicina. Imagine, você chegar em um médico e ele ter acesso a um relatório inteligente do seu organismo, com análises que a inteligência artificial pode elaborar conforme os padrões específicos do seu corpo, ajudando a entender como ele reage com certos remédios e os melhores tratamentos para você. Será uma nova era na saúde, proporcionada pela tecnologia.
Maria Luiza Reis
Maria Luiza Reis é uma engenheira mecânica e PhD em Engenharia Nuclear, cuja carreira em tecnologia começou cedo e se destacou por sua contribuição inovadora em diversas áreas. Com 28 anos, Maria já foi pesquisadora visitante na Université Blaise-Pascal, na França, onde desenvolveu pesquisas significativas em processamento de sinais, algoritmos para tomografia computadorizada e visão artificial. Sua expertise também foi reconhecida na Optika Imaging Systems, onde atuou como consultora em projetos de ECM e BPM.
Em 1996, Maria fundou a Lab245, onde liderou uma equipe de desenvolvedores na criação do Folder245, uma tecnologia web pioneira para document imaging e workflow. Além disso, é responsável pela inovadora plataforma de inteligência artificial Magali Robot, lançada em 2017. Como co-fundadora da startup de saúde MyHealth245 e da Maps245 de Geo Analytics, ela continua a expandir seu impacto no mundo da tecnologia.
Reconhecida como autora de artigos em revistas internacionais e palestrante sobre inteligência artificial e automação de processos, Maria Luiza Reis também tem um papel ativo na liderança e educação tecnológica, servindo como presidente da Assespro-RJ, atual VP de Educação da Federação Assespro e Conselheira da ABES software. Sua trajetória é um exemplo de como uma paixão pela tecnologia pode levar a realizações notáveis e uma influência significativa na indústria. Maria Luiza Reis é uma engenheira mecânica e PhD em Engenharia Nuclear, cuja carreira em tecnologia começou cedo e se destacou por sua contribuição inovadora em diversas áreas. Com 28 anos, Maria já foi pesquisadora visitante na Université Blaise-Pascal, na França, onde desenvolveu pesquisas significativas em processamento de sinais, algoritmos para tomografia computadorizada e visão artificial. Sua expertise também foi reconhecida na Optika Imaging Systems, onde atuou como consultora em projetos de ECM e BPM.
Em 1996, Maria fundou a Lab245, onde liderou uma equipe de desenvolvedores na criação do Folder245, uma tecnologia web pioneira para document imaging e workflow. Além disso, é responsável pela inovadora plataforma de inteligência artificial Magali Robot, lançada em 2017. Como co-fundadora da startup de saúde MyHealth245 e da Maps245 de Geo Analytics, ela continua a expandir seu impacto no mundo da tecnologia.
Reconhecida como autora de artigos em revistas internacionais e palestrante sobre inteligência artificial e automação de processos, Maria Luiza Reis também tem um papel ativo na liderança e educação tecnológica, servindo como presidente da Assespro-RJ, atual VP de Educação da Federação Assespro e Conselheira da ABES software. Sua trajetória é um exemplo de como uma paixão pela tecnologia pode levar a realizações notáveis e uma influência significativa na indústria.