A maioria das empresas no país ainda estão longe de conseguir respeitar integralmente os novos padrões para a troca e consumo de dados com segurança. Os últimos…
RPor RNTI6 de agosto de 2021
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Imagem: divulgação / RNTI
A maioria das empresas no país ainda estão longe de conseguir respeitar integralmente os novos padrões para a troca e consumo de dados com segurança. Os últimos levantamentos apontam para um contexto de total distanciamento entre os gestores e as orientações instituídas pela LGPD. A pesquisa mais recente, produzida pela RD Station em parceria com a Manar Soluções em Pesquisa e o escritório Eduardo Dorfmann Aranovich e Cia Advogados, divulgada nesta semana, revelou que, emboras as empresas conheçam a LGPD, ainda sobram questionamentos sobre seus objetivos e até sobre como proceder com as mudanças necessárias. Quase dois terços das empresas que responderam o questionário (997) ainda não implementaram sequer as políticas de proteção de dados dos clientes.
"Mas do outro lado não há organização melhor. A própria Autoridade Nacional de Dados (ANPD), que inicia o seu papel fiscalizatório para orientar e autuar as empresas, possui um cronograma de regulamentações que deveria abordar vários temas da sua atuação e orientação para as empresas, porém estão atrasados com o cronograma publicado deixando uma insegurança para as empresas . Um exemplo de um tema com incertezas é o papel do Encarregado dos Dados (DPO em inglês)", comentou Thiago do Val, professor da Pós-Graduação em Relações Institucionais e Governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília, Advogado, head de inovação e tecnologia na Lira Advogados, especialista em direito empresarial e trabalhista pela FGV e Mackenzie.
Outra pesquisa, conduzida pelo Barcellos Tucunduva Advogados e pelo E-Commerce Brasil , reforçou que apenas 30% das empresas assumiram estar seguindo qualquer protocolo definido pela LGPD para garantir uma estrutura interna de privacidade, inauguração de políticas, mapeamento de dados, detalhes de segurança da informação sendo revisados, e investimento em treinamentos.
"Essas entidades não sabem nem qual será a régua utilizada em cada caso. O dono de um negócio com dois funcionários não sabe como será fiscalizado. Não está clara a diferença entre ser uma pequena empresa e uma grande corporação", complementou o professor. "O problema está na conscientização das pessoas físicas também. Enquanto não houver uma preocupação real com esse debate sobre a segurança de informações, as empresas também se distanciam de uma conscientização. E isso nos deixa ainda muito longe de atingir um modelo ideal", concluiu.
Sobre a Faculdade Presbiteriana Mackenzie
A Faculdade Presbiteriana Mackenzie é uma instituição de ensino confessional presbiteriana, filantrópica e de perfil comunitário, que se dedica às ciências divinas, humanas e de saúde. A instituição é comprometida com a formação de profissionais competentes e com a produção, disseminação e aplicação do conhecimento, inserida na sociedade para atender suas necessidades e anseios, e de acordo com princípios cristãos.
O Instituto Presbiteriano Mackenzie (IPM) é a entidade mantenedora e responsável pela gestão administrativa dos campi em três cidades do País: Brasília (DF), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). As Presbiterianas Mackenzie têm missão educadora, de cultura empreendedora e inovadora. Entre seus diferenciais estão os cursos de Medicina (Curitiba); Administração, Ciências Econômicas, Contábeis, Direito (Brasília e Rio); e Engenharia Civil (Brasília).
Em 2021, serão comemorados os 150 anos da instituição no Brasil. Ao longo deste período, a instituição manteve-se fiel aos valores confessionais vinculados à sua origem na Igreja Presbiteriana do Brasil. Informações.
Publicado pela equipe editorial da Revista Nacional da Tecnologia da Informação, com cobertura especializada sobre tecnologia, inovação, mercado e transformação digital.